sábado, 27 de outubro de 2012

13º - La Rosa - Merlot

Este 13º vinho foi difícil de pesquisar sobre aqui na internet. Portanto, este post será bem rápido!

Apesar de no rótulo estar escrito Cornellana Estate Grown, este vinho chileno é da Viña La Rosa. Parece esquisito e eu demorei um tempo pra entender. Entrei no site para pesquisar sobre este vinho e a verdade é que não achei nada. O site deixa muito a desejar. Pelo que eu entendi, o produtor possui quatro vinhedos. Em cada terreno algumas uvas são cultivadas. Aí é que entra o tal Cornellana Estate Grown. Lá são produzidos vinhos Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Carmenère e Shiraz.

Tomei do Merlot. Vinho "encorpado, de cor vermelho-violeta bonita e viva". Tudo isso de acordo com este blog! Infelizmente foi apenas isso que achei sobre o vinho.

Meu comentário:

De fato é um bom vinho chileno. Diferentemente do site, o vinho não deixa nada a desejar. Lembro que tomei dele em ótima companhia de grandes amigos: Pedro Maia, Renata Rabuske, Pedro Henrique Pereira, Gabriela Dias e a Ana Luísa. Sinceramente não me lembro o que nós comemos. Lembro apenas que foi algo muito bem preparado pela ilustre Chef Renata Rabuske. Perdão a ela por não me lembrar do prato. Hehe



Tipo: Tinto
Vinícola: La Rosa
Safra: 2011
Composição: Merlot
País: Chile
Região: Vale do Cachapoal
Grad. Alcoólica: 13,5%
Volume: 750ml
Preço: R$ 26,00
Data: 08/09/2012 - Brasília-DF




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

12º - Concha y Toro - Merlot

Mais um Merlot para a coleção! Sem mais delongas, vamos aos comentários.

Vamos utilizar a redundância e começar do início. Sempre gosto de dar uma olhada no site do produtor . De cara, o site solicita que afirmemos que temos mais que 18 anos de idade. Parece besteira mas é interessante. Dos 12 vinhos que tomei até aqui, este foi o primeiro em que o produtor teve essa preocupação em seu site. Dei uma lida na origem da produção, lá em 1883. O site conta que o político e empresário Melchor Concha y Toro, lá em 1883, trouxe nobres videiras francesas da região de Bordeaux para plantá-las em no Chile, em Pirque, no vale do Maipo. Melchor contratou um enólogo francês para produzir os vinhos. Os anos se passaram até chegar em setembro de 2012, quando eu tomei do vinho, aqui em Brasília. Acho isso fantástico! Um vinho que começou a ser produzido lá em 1883 é apreciado por um brasileiro em 2012.

Após essa breve história (e reflexão), vamos as características do vinho. Este belíssimo vinha da uva Merlot tem cor rubí violáceo, aroma de frutas vermelhas, com taninos suaves e saborosos, meio encorpado e final duradouro. É um bom vinho para acompanhar carnes brancas, massas e queijos brancos. Tudo isso foi retirado do rótulo do próprio vinho. O detalhe importante é que ele é um vinho de reserva. Mas infelizmente não consegui descobrir quanto tempo ele fica em reserva antes de ser comercializado.

Meu comentário:

Primeiramente, assim como no primeiro vinho postado neste blog, ainda não tenho paladar tão apurado para sentir as características do vinho. De fato é um vinho bem suave, típico da Merlot. É daqueles vinhos que você pode indicar a uma pessoa que não está acostumada a tomar vinhos.

O mais interessante é que a cada dia me sinto mais a vontade com o gosto dos vinhos. O nosso paladar demora até conseguir sentir as características do vinho. Uma vez escutei que você aprende a tomar vinho apenas de uma forma: tomando. Estamos aqui para isso!

O comentário final é que tomei este vinho sentado à beira do Lago Paranoá aqui em Brasília, num fim de tarde (7 de setembro), apreciando o pôr do sol. Sem mais!



Tipo: Tinto
Vinícola: Concha y Toro
Safra: 2011
Composição: Merlot
País: Chile
Região: Valle Central
Grad. Alcoólica: 12,5%
Volume: 750ml
Preço: R$ 21,00
Data: 07/09/2012 - Brasília-DF




terça-feira, 23 de outubro de 2012

11º - Clava Quintay - Pinot Noir

Exatos 49 dias após a última postagem. Espere aí! Eu disse 49?! Sim. Quarenta e nove dias após o último post. Eis que o blog reestreia com toda pompa.

Primeiramente, ontem (22/10) foi dia dos enólogos! Enólogo é o profissional que participa dos processos de produção e comercialização dos vinhos. Lembrando que a profissão exige curso superior. Esta é a principal diferença do enólogo pro enófilo!

Parabéns a estes profissionais tão competentes que nos dão o prazer de degustar vinhos cada vez mais bem produzidos e colocar certos momentos na eternidade! Parabéns aos senhores!

Quantos aos vinhos que andei tomando, vou avisando que tenho 4 vinhos para postar e que não me lembro mais o que senti em cada um. Portanto, meus comentários pessoais serão muito reduzidos. Como o objetivo deste blogueiro é apenas catalogar cada vinho tomado ao longo de sua vida, os comentários simplistas são problemas pouco importantes.

Vamos lá!

O 11º vinho é tinto, chileno, do Valle de Casablanca. A vinícola Clava Quintay foi fundada em 2005 por um grupo de proprietários de algumas terras no Chile. No site do produtor tem informações interessantes como: história do produtor, filosofia da empresa, forma de produção dos vinhos, fotos da vinícola etc...

Este Pinot Noir deles tem cor rubi, notas de morango e cereja, tem boa acidez e seus taninos são macios. A "novidade" é que não adianta tentar abrir o vinho com um saca-rolhas, pois suas garrafas são do tipo screw cap. Para quem quiser dar uma olhada e ter uma noção melhor do que estou falando, vide este blog. Lembrando que este tipo de rosca não influencia na qualidade do vinho. Mais um conhecimento que você só aprende aqui! Hehe

Meu comentário:

Sinceramente não me lembro qual comida acompanhou o vinho. Lembro que fui a uma adega aqui em Brasília e solicitei um bom Pinot Noir. A vendedora me receitou este. Sempre me dei muito bem com esta uva. E por isso a expectativa era muito grande. E o vinho não deixou nada a desejar. Nem a minha velha companheira de guerra: Ana Luísa!



Tipo: Tinto
Vinícola: Quintay
Safra: 2010
Composição: Pinot Noir
País: Chile
Região: Valle de Casablanca
Grad. Alcoólica: 13,5%
Volume: 750ml
Preço: R$ 40,00
Data: 25/08/2012 - Brasília-DF


terça-feira, 4 de setembro de 2012

10º - Alamos - Malbec

Chegamos a marca de 10 vinhos!!!

O décimo vinho é uma pintura. Não muito caro, é uma ótima pedida em questão de custo-benefício. Vinho argentino e adivinhem... Da região da Mendoza. Com fruta abundante e madura, na boca é saboroso e macio, com acidez refrescante e cheio de taninos. Essa descrição é uma unanimidade nos lugares onde pesquisei. Além disso, acompanha bem com carnes grelhadas e massas.

Meu comentário:

Não consegui colher muitas informações sobre este vinho aqui pela internet. Mas de fato o vinho é muito bom para o preço que se paga (R$ 45,00). No mais, acertei no pedido, uma vez que o vinho nos acompanhou uma deliciosa pizza de calabresa.

E por último e não menos importante... Era uma segunda-feira, por volta das 19h. Local: Asa Sul (Brasília). Uma boa pizzaria da capital. E a marca de 10 vinhos também acompanhou a comemoração dos meus 4 anos e 5 meses de namoro. Não comemoramos aniversário de namoro todos os meses. Mas eu havia acabado de chegar do Rio e decidimos que este mês comemoraríamos. Viva!



Tipo: Tinto
Vinícola: Alamos
Safra: 2011
Composição: Malbec
País: Argentina
Região: Mendoza
Grad. Alcoólica: 13,5%
Volume: 750ml
Preço: R$ 45,00
Data: 20/08/2012 - Brasília-DF



domingo, 2 de setembro de 2012

9º - JMF - Periquita

Vinho português, indicado Jorge Lucki no programa Fim de Expediente da CBN. Mencionei o programa outro dia aqui.

Bom, o produtor tem muita tradição em Portugal. A vinícola JMF (José Maria da Fonseca) leva o nome de seu fundador e foi criada em 1834. José Maria da Fonseca nasceu em 1804 e formou-se em matemática pela Universidade de Coimbra. Sua vinícola foi a primeira a engarrafar vinhos tintos em Portugal.

Falando propriamente do vinho... O Periquita era inicialmente, lá por volta de 1850, feito com uvas Castelão. Hoje em dia também integram a sua produção as castas Aragonês e Trincadeira. Da região da Península de Setúbal, o vinho tem cor rubi, aroma de framboesa, figos secos, morangos, violetas, menta e chá verde. Além disso, é frutado, com taninos bem suaves e madeira bem integrada, de acordo com o próprio site da JMF.

Meu comentário:

Quando ouvi a indicação no Fim de Expediente (CBN), logo fiquei com vontade de provar o tal vinho. Até mesmo porque o Jorge Lucki indicou como sendo um bom (e barato) vinho. Eu queria ter essa referência de vinho bom. E de fato o vinho não deixa nada a desejar. Não consegui sentir no cheiro nenhuma das frutas citadas acima. Acho que essa sensibilidade terei com o tempo e experiência, como mencionou o Jorge Lucki.

O Brasil é o principal mercado do Periquita. Paguei 55 reais neste vinho. Na Europa ele sairia por.. Pasmem! Por 5 euros. Obrigado mais uma vez ao governo brasileiro e seus impostos.

Quanto ao produtor, fiquei impressionado com a tradicionalidade da vinícola e do próprio vinho. Falando em tradicionalidade, tomei este belíssimo vinho no Rio de Janeiro... Mais precisamente em Ipanema... Mais precisamente na Rua Vinicius de Moraes... Mais precisamente no restaurante Garota de Ipanema, local onde (reza a lenda) Vinicius de Moraes e Tom Jobim, frequentadores assíduos, observaram aquela menina, quem vem e que passa, no doce balanço, a caminho do mar... Sem falar na picanha que comemos neste almoço. Quem já foi no Garota de Ipanema sabe do que estou falando. Nada mais tradicional!



Tipo: Tinto
Vinícola: José Maria da Fonseca - JMF
Safra: 2009
Composição: Castelão, Aragonês e Trincadeira
País: Portugal
Região: Península de Setúbal
Grad. Alcoólica: 13%
Volume: 750ml
Preço: R$ 55,00
Data: 16/08/2012 - Rio de Janeiro-RJ

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

8º - Terrazas - Cabernet Sauvignon

Último vinho que tomei em Buenos Aires!

Com aromas de frutas vermelhas (morango e framboesa), o Terrazas Cabernet Sauvignon tem sabor arredondado e macio, com doces taninos. Lembrando que eu já havia explicado sobre quem são os tais taninos bem aqui! Além disso, é considerado um excelente vinho de gastronomia.

Tudo isso é possível devido ao seu envelhecimento (de reserva): 12 meses em carvalho francês e mais 6 meses na garrafa.

Como sugestão, acompanha bem com carnes vermelhas, queijos e massas.

Meu comentário:

Ótimo vinho! Sem querer tomei a decisão acertada ao entrar no restaurante pedir um bife de chorizo (de novo) e este vinho. Como foi dito pelos especialistas, pude comprovar que é um vinho arredondado e macio, fácil de beber até o final.

Vale destacar que o rótulo deste vinho faz questão de mencionar que o mesmo foi produzido a 980 metros acima do nível do mar. E não é a toa. Tal condição climática permite obter este Cabernet muito frutado e de grande expressão aromática.

Além disso, também já havia tomado um vinho considerado de reserva neste post, porém colocarei um trecho de uma explicação que encontrei sobre a tal barrica de carvalho. O trecho a seguir está neste link:

"A passagem do vinho por barricas de carvalho faz com que o vinho adquira aromas próprios da madeira, além de promover um afinamento de seus taninos e auxiliar na sua estabilização. As principais características das barricas de carvalho são a capacidade que elas têm de permitir que o vinho "respire" através dos micros poros da madeira, executando a chamada micro-oxigenação. Quem assistiu ao filme Mondovino, de Jonathan Nossiter, certamente escutou Michel Rolland, o famoso consultor de vinhos, repetir a exaustão a seus clientes donos de vinícolas que prosseguissem a micro-oxigenação.

(...)

A segunda função da barrica é atribuir ao vinho aromas que são próprios da madeira e se liberam mediante o aquecimento de sua superfície. Por isso as barricas são tostadas antes de receberem os vinhos. Dependendo do grau da tosta, diferentes aromas são conferidos à bebida, da baunilha a aromas mais intensos, como café, pão torrado, etc. Por fim, a passagem em barricas auxilia o vinho em sua estabilização. Durante a micro-oxigenação as moléculas de oxigênio que penetram na madeira e alcançam o vinho se ligam aos taninos mais rústicos e pesados, fazendo com que eles se precipitem no fundo da barrica. Com isso, no momento do engarrafamento do vinho, somente os taninos mais finos estarão presentes na bebida, garantindo ao vinho uma característica mais redonda e aveludada.

Mas se a madeira confere esses aromas e qualidades ao vinho, por que ela precisa estar necessariamente no formato de barrica? Ou seja, não bastaria simplesmente mergulhar um pedaço de madeira no vinho armazenado em um tanque de inox, por exemplo? Sim e não. Segundo Tom Stevenson, crítico de vinhos e autor do The Sotheby's wine encyclopedia, desde que usado de maneira comedida os pedaços de madeira, chamados chips de madeira, poderiam garantir os atributos aromáticos da bebida. Existe no mercado uma enorme variedade de chips, provenientes de carvalhos de diferentes partes do mundo, com diferentes graus de tosta. Porém, segundo David Burt, químico e Master of Wine autor de Understanding wine technology, a micro-oxigenação, que é o principal processo pelo qual passa um vinho em repouso nas barricas de carvalho, não pode ser obtido pela adição de chips ao vinho. A combinação dessas características, conferência de aromas, potencialização do afinamento do vinho e sua estabilização, explicam a razão pela qual os chips de madeira não conseguem, isoladamente, substituir as barricas. Mesmo que seu custo seja caro, as barricas ainda são consideradas por muitos o melhor instrumento para afinação e harmonização final dos vinhos."

Bom, acho que esta explicação fecha qualquer dúvida (pelo menos da minha parte) sobre as barricas de carvalho.

Voltando ao dia que tomei este vinho...

Foi minha última noite em Buenos Aires. Era um domingo e escolhi sair pra jantar com a Ana e aproveitar o clima romântico da cidade portenha. Infelizmente no dia seguinte pela manhã voltaríamos para Brasília. E foi tudo muito maravilhoso. Desde o vinho, passando pela carne e terminando na companhia ilustríssima da Ana Luísa. Buenos Aires fechou com chave de ouro!



Tipo: Tinto
Vinícola: Terrazas de los Andes
Safra: 2008
Composição: Cabernet Sauvignon
País: Argentina
Região: Mendoza
Grad. Alcoólica: 14,1%
Volume: 750ml
Preço: 57 pesos argentinos
Data: 12/08/2012 - Buenos Aires - Argentina




sexta-feira, 24 de agosto de 2012

7º - Trumpeter - Cabernet Sauvignon

Quarto vinho tomado em Buenos Aires de uma série de cinco. O penúltimo vinho é da província de Mendoza, principal região produtora de vinhos da América Latina, como já foi dito aqui. Considerada a mais internacional das uvas, a Cabernet Sauvignon tem cor rubi intenso com aroma de frutas vermelhas e frambuesa, além de um sutil sabor de chocolate e baunilha. Com taninos característicos, o vinho é encorpado, consistente e permanece longo tempo na boca, talvez por causa de seu amadurecimento: em barricas novas e usadas.

Meu comentário:

Tomamos o vinho no almoço acompanhando um tradicional bife de chorizo argentino. Além disso, uma água sem gás e a bela vista da Calle San Martín, pertinho ali da Plaza General San Martín.

O que mais me chamou atenção foi essa questão dos taninos que eu não fazia ideia do significado. Pesquisei, pesquisei e pesquisei... Então vamos lá!

Tanino é um instrumento de defesa das plantas e é encontrado em folhas e frutos não maduros. De modo que quando um predador começa a ingerir as partes da planta, suas células começam liberar os tais taninos. Um biólogo talvez poderá explicar melhor essa parte. Mas o que interessa isso nos vinhos? Vamos lá!

"Dentre as uvas viníferas, geralmente, quanto mais grossa a casca, maior a quantidade de taninos a serem extraídos. Este é o caso da Cabernet Sauvignon, Tannat, Nebbiolo, Baga, Petit Verdot, Sangiovese Grosso". Peguei esta explicação bem aqui! Lembrando que os vinhos tintos tem quantidade maior de taninos que os vinhos brancos.

Na prática, o tanino provoca aquela sensação de vinho que amarra, que pega, que seca na boca. No popular, é aquela sensação de comer banana verde. Ou seja, toda vez que você tomar um vinho e sentir uma "secada" na boca lembre-se: Prazer, eu sou o tanino!



Tipo: Tinto
Vinícola: Trumpeter
Safra: 2010
Composição: Cabernet Sauvignon
País: Argentina
Região: Mendoza
Grad. Alcoólica: 13,8%
Volume: 750ml
Preço: 60 pesos argentinos
Data: 10/08/2012 - Buenos Aires - Argentina